Fator Ovariano

O fator ovariano é avaliado basicamente por dosagens hormonais realizadas durante o ciclo menstrual. No 3º dia do ciclo (sendo o 1º dia o início do fluxo menstrual), três hormônios são analisados: FSH, LH e estradiol.

Esses hormônios são extremamente importantes para avaliar, indiretamente, a reserva dos ovários. Por volta do 20º dia do ciclo, os hormônios prolactina e progesterona são dosados, sendo o último repetido, aproximadamente, três dias depois. A progesterona é um importante hormônio, pois a sua presença, em níveis normais, representa a ocorrência da ovulação.

É necessário, ainda, realizar uma Ultrassonografia Transvaginal em torno do 12º dia do ciclo, pois, nesta fase, é importante verificar se há a presença de um folículo dominante. Também deve ser feita a análise do padrão do endométrio, com suas características peculiares dessa fase do ciclo.

Para as mulheres que não menstruam regularmente, dosam-se os hormônios FSH, LH, estradiol e prolactina, no 3º dia do ciclo, por serem, geralmente, pacientes anovulatórias (não ocorre a ovulação).

A OMS (Organização Mundial da Saúde) classifica as pacientes anovulatórias em grupos:

Grupo I:
Pacientes que apresentam uma disfunção do eixo hipotálamo-hipófise, em que estas glândulas produzem pouca quantidade de gonadotrofinas (FSH e LH), não sendo suficientes para estimular os ovários.

Grupo II:
Pacientes que apresentam uma liberação irregular das gonadotrofinas (FSH e LH), porém, os níveis estão dentro da normalidade, mas, geralmente, ocorre uma alteração da relação entre as quantidades do LH e do FSH (LH maior que o FSH). Dentro deste grupo, encontram-se as pacientes com Síndrome dos Ovários Micropolicísticos. Essa síndrome é caracterizada por apresentar ovários aumentados, contendo na periferia de seu interior pequenos folículos, medindo entre 8 mm e 10 mm de diâmetro e manifestações clínicas por aumento dos hormônios masculinos (androgênios), como aumento de pelos e acne.

Grupo III:
Pacientes que apresentam um aumento da liberação das gonadotrofinas (FSH e LH) e uma diminuição acentuada do hormônio estradiol. Tal quadro hormonal representa uma provável falência dos ovários, fato mais comum nas pacientes acima de 45 anos, mas que pode também ocorrer mais precocemente.