Mantenha uma alimentação saudável e a prática de exercícios físicos, porque o excesso de peso pode diminuir a fertilidade. O desequilíbrio hormonal pode causar Síndrome do Ovário Policístico (SOP), ciclos menstruais irregulares, anovulação (diminuição ou parada da ovulação) e poucas chances de gestação.

A obesidade também afeta a qualidade e quantidade de produção de espermatozoides. Além disso, pesquisas comprovam que homens acima do peso possuem um índice maior de fragmentação do DNA do espermatozoide, o que poderá gerar problemas na fertilização.

Dietas ricas em carne vermelha e carboidratos refinados podem prejudicar a capacidade de movimentação dos espermatozoides. E homens que ingerem gorduras trans apresentam diminuição na quantidade de espermatozoides. Alimentos ricos em Ômega 3 como os peixes, proteínas, grãos (vitamina E), legumes e frutas são indicados, pois podem melhorar a qualidade do espermatozoide.

 

Informe-se sobre o congelamento de gametas

Realize o congelamento de gametas (óvulos e espermatozoides) antes de se submeter ao tratamento de quimioterapia e radioterapia, na retirada de testículos ou para homens que decidiram fazer a vasectomia, mas não excluem a possibilidade de tentar ser pai no futuro. O procedimento é similar para homens e mulheres: os óvulos ou os espermatozoides são retirados do paciente, congelados e armazenados em laboratório de FIV.

 

Mantenha distância de metais pesados

Evite a exposição a metais pesados como o cobre, chumbo, mercúrio, cádmio, arsênico, níquel, ouro, entre outros. Essas substâncias químicas são nocivas ao organismo porque podem causar aborto, malformações fetais, parto prematuro; insuficiência vascular da placenta, os óvulos e espermatozoides e afetam os ovários e testículos.

 

Relação sexual segura

Use preservativo durante a relação sexual e previna-se contra as Doenças Sexualmente Transmissíveis (DSTs). Algumas DSTs podem provocar lesões nas trompas, podendo causar gravidez ectópica (fora do útero) ou infertilidade definitiva.

 

Tratamentos

Se após um ano de tentativas para ter um filho de forma natural, sem o uso de contraceptivos, não ocorrer a gestação, o especialista da Fertivitro indica ao paciente buscar ajuda nos tratamentos de reprodução assistida. “Antes de iniciar qualquer procedimento médico, o paciente fará uma série de exames para que o diagnóstico seja identificado e depois adotar o tratamento adequado”, esclarece Dr. Luiz Eduardo Albuquerque.

De acordo com o diretor da Fertivitro, existem três tipos de tratamentos para a infertilidade: coito programado, cuja relação sexual é programada no período fértil; Inseminação Intrauterina (IIU), que consiste em selecionar os melhores espermatozoides e colocá-los dentro do útero, para facilitar o encontro do óvulo com os espermatozoides; e a fertilização in vitro (FIV), em que a fecundação dos gametas (óvulos e espermatozoides) é feita em laboratório.

Segundo dados da REDLARA (Rede Latino-americana de Reprodução Assistida), atualmente, são realizados no Brasil 447 ciclos de tratamento para infertilidade ao mês. Cerca de 30% dos tratamentos feitos com fertilização in vitro (FIV) e inseminação intrauterina (ICSI) têm nascidos vivos e 12% de taxa de sucesso.