Infertilidade de A-Z

Glossário da Infertilidade: conheça os termos mais utilizados no universo da reprodução humana.

A

Abortamento: interrupção da gravidez, espontânea ou provocada, antes que o concepto atinja 23 semanas de gestação ou 500g.
Aderência: quando estruturas intra-abdominais se encontram coladas entre si.
Alterações Cromossômicas: a manutenção da forma e do número dos cromossomos é condição essencial para o desenvolvimento de um organismo de uma determinada espécie. Qualquer alteração tanto na estrutura quanto no número pode vir a ser incompatível com a vida.
Análise Seminal: exame também chamado de espermograma, que tem o objetivo de quantificar e qualificar os espermatozóides e o líquido seminal. Os principais parâmetros avaliados são: volume do ejaculado, quantidade de espermatozóides, mobilidade e morfologia.
Androgênios: hormônio que estimula a atividade dos órgãos sexuais masculinos acessórios e promove o desenvolvimento das características sexuais masculinas. Também é produzido em pequenas quantidades em indivíduos do sexo feminino.
Anovulação: falha ou ausência de ovulação.
Aparelho Reprodutor Masculino: é constituído por: gônadas (2 testículos), vias genitais (epidídimo, canal deferente e uretra), glândulas anexas (próstata, vesículas seminais e glândulas de cowper) e órgão sexual externo (pênis).
Aspiração Folicular: um procedimento usado para a obtenção de ovos, a partir dos folículos ovarianos, para o uso em fertilização in vitro. Realizado pela vagina, utiliza-se agulha e ultrassonografia para localizar o folículo no ovário.

B

Biópsia: é a remoção de uma amostra de tecido para exame microscópico.
Bolsa Escrotal: é encontrada no homem e trata-se de uma bolsa externa de pele e músculo que contém os testículos. É uma extensão do abdômen e está localizada entre o pênis e o ânus. A função da bolsa escrotal é manter os testículos a uma temperatura inferior a do resto do corpo (34.4ºC). O calor excessivo destrói os espermatozóides. Sendo um músculo, o escroto contrai e distende, conforme seja necessário aumentar ou reduzir, respectivamente, a temperatura no seu interior.

C

Canal Cervical: é a parte mais baixa do útero, interior do colo uterino, e se estende para dentro da vagina. Ele se dilata durante o trabalho de parto para permitir a passagem do bebê.
Cateter: equipamento descartável extremamente flexível, utilizado para transferir os pré-embriões ou gametas para o interior da cavidade uterina.
Cavidade Uterina: cavidade virtual do interior do útero, onde se encontra um revestimento chamado endométrio.
Ciclo Menstrual: o ciclo menstrual de uma mulher começa no 1º dia em que ela menstrua e vai até o último dia antes da próxima menstruação. Em um ciclo normal, a menstruação demora de 28 a 30 dias para aparecer, e dura, em média, de três a cinco dias. O que determina a quantidade do fluxo é o tamanho do útero, a quantidade de endométrio (revestimento interno do útero) e a quantidade de hormônios: estrogênio e progesterona produzidos pelo ovário. O ciclo menstrual é regido por uma série de alterações hormonais que funcionam de forma interativa entre as glândulas hipotálamo, hipófise, ovários, adrenal e tireoide. Qualquer desarranjo nessa cadeia de eventos pode levar a mulher a ter alterações na menstruação. O ciclo pode ser dividido em fases, a folicular e a lútea, que têm como divisão a ovulação.
Citoplasma: é um dos componentes básicos da célula, encontra-se entre o núcleo e a membrana plasmática. Desempenha um papel estrutural, mantendo a consistência e a forma da célula. É também o local de armazenamento de substâncias químicas indispensáveis à vida. As reações metabólicas vitais têm lugar neste compartimento celular: glicólise anaeróbia e a síntese proteica.
Coleta de Óvulo: ver Aspiração Folicular.
Colo Uterino: é a parte mais baixa do útero que se estende para dentro da vagina. A genitália feminina se dilata durante o trabalho de parto para permitir a passagem do bebê.
Concepção: ato de conceber ou ser concebido.
Concepção Assistida: mesmo que Reprodução Assistida.
Corpo Lúteo: após a ovulação, os elementos residuais do folículo rompido formam essa nova estrutura endócrina, que proporciona as condições para a implantação e manutenção do pré-embrião até que a placenta possa desempenhar essa função. Se não houver a gravidez, o corpo lúteo começa a regredir após um período de 14 dias.

D

Desenvolvimento Folicular: crescimento do (s) folículo (s) que geralmente é acompanhado por exame de ultrassonografia transvaginal.
Diagnóstico Genético Pré-Implantacional (PGD): diagnóstico genético realizado a partir da aspiração de um ou mais blastômeros de um pré-embrião ou do primeiro corpúsculo polar do oócito, obtido por FIV ou ICSI, por micromanipulação. Pode ser realizado em nível gênico, por técnicas de biologia molecular (PCR – Reação da Cadeia de Polimerase), ou em nível citogenético (FISH – Hibridização In Situ pela Fluorescência).
Doação de Óvulos: processo de coleta de óvulos de uma doadora. Os óvulos são fertilizados com o espermatozóide, no laboratório de FIV. Os embriões são transferidos à receptora.
Doadora: mulher que doa espontaneamente seus óvulos.
Doenças Genéticas: as doenças genéticas dividem-se em dois grupos: as cromossômicas, detectadas no mapeamento cromossômico do feto, e os distúrbios monogênicos, comuns em gestantes com idade acima de 35 anos. Os monogênicos podem ser detectados em exames, solicitados pelo obstetra, às gestantes que apresentam doenças ligas ao sexo. Os exames também são indicados para casais portadores de translocações cromossômicas, mulheres que tenham filhos com cromossomopatias (síndrome de Down, entre outras doenças) ou, ainda, as que tenham filhos com má formação.

E

Eixo Hipotálamo-hipófise: estrutura anatômica, entre regiões do cérebro e da glândula hipófise, que tem a função de regular todo o sistema endócrino.
Ejaculação: é quando o macho de várias espécies animais, principalmente, mamíferos, libera os espermatozóides para eventualmente fecundar uma fêmea. A ejaculação em algumas espécies, inclusive a humana, é acompanhada por um orgasmo.
Ejaculado: mesmo que líquido seminal. Ver esperma.
Embrião: o produto da concepção a partir das primeiras modificações do ovo fecundado. O período embrionário termina na 8ª semana depois da fecundação, quando o concepto passa a ser denominado de feto.
Endométrio: é a mucosa que reveste a parede uterina, formada por fibras musculares lisas e estimuladas pelo hormônio folicular estradiol e pela progesterona, produzida pelo corpo lúteo (ovário). O endométrio tem um aumento em sua espessura por ocorrer divisão celular. Quando não ocorre a implantação, ele se descola da parede uterina e sai pela vagina, fato conhecido como menstruação.
Endometriose: é uma doença que acomete as mulheres em idade reprodutiva, que consiste na presença de endométrio em locais fora do útero. As regiões mais comuns da endometriose são: fundo de saco de douglas (atrás do útero), septo reto-vaginal (tecido entre a vagina e o reto), trompas, ovários, superfície do reto, ligamentos do útero, bexiga, e parede da pélvis. O principal sintoma é a dor, às vezes, muito forte, na época da menstruação. Dores para ter relações também são comuns. Dores na bexiga e no intestino, na época da menstruação, são sinais que devem ser investigados. Muitas mulheres que têm endometriose não sentem nada, apenas têm dificuldade para engravidar. Por outro lado, ter endometriose não é sinônimo de infertilidade, porque muitas pacientes portadoras da doença engravidam normalmente. De 30% a 40 % das mulheres que têm endometriose apresentam dificuldade para engravidar.
Epidídimo: o epidídimo (junto aos gêmeos) é um pequeno ducto contornado que fica por trás do testículo, no escroto, na base do canal deferente, condutor do esperma do testículo até a próstata. O epidídimo é tão longo como o testículo, em forma de “C” achatado, junto a um dos lados do testículo. É um sistema tubular complexo que coleta o esperma e o acumula até ser necessário. Depois de ter sido armazenado no epidídimo, o esperma avança através do canal deferente até a próstata, onde se mistura com o sêmen originário das vesículas seminais e move-se pela próstata até a uretra durante a ejaculação. Ver em aparelho reprodutor masculino.
Espéculo: aparelho usado no exame ginecológico, para visualizar o colo do útero, popularmente chamado de “bico de pato”.
Esperma: ver sêmen.
Espermatozóide: é uma célula com motilidade ativa, capaz de nadar livremente, formado por uma cabeça e uma cauda ou flagelo. A cabeça, que constitui o maior volume do espermatozóide, consiste no núcleo, onde o material genético está muito concentrado. Os dois terços anteriores do núcleo estão cobertos pelo acrossoma, que, limitado por uma membrana com enzimas, facilita a penetração do espermatozóide no óvulo. A cauda é responsável pela motilidade do espermatozóide e, na área intermediária da cauda, encontra-se os produtores de energia celular. Eles vivem em média 24 horas no trato genital feminino, porém alguns espermatozóides são capazes de fecundar o óvulo após três dias. Existem dois tipos de espermatozóides normais. Um deles contém o cromossomo X (responsável pela formação de um ser do sexo feminino) e o outro contém o cromossomo Y (responsável pela formação de um ser do sexo masculino). Para percorrer sua trajetória, o espermatozóide necessita nadar 11 centímetros por hora (equivalente a um homem atravessar uma piscina de 50 metros em 5 segundos). Geralmente, cerca de 200 a 500 milhões de espermatozóides são depositados na parte posterior da vagina, e apenas de 300 a 500 alcançam o local da fecundação. O tempo dessa corrida pode ser de 5 a 45 minutos. O vencedor entra no óvulo (porém sua cauda não) e é responsável por uma nova vida.
Esterilidade: é a incapacidade de produzir descendência. No que tange aos seres vivos, designa a impossibilidade de ter filhos.
Estimulação da Ovulação: ver indução da ovulação.
Estradiol: hormônio altamente estrogênico, que é um álcool esteroide, fenólico, cristalino, branco (C18H24O2), isolado especialmente do líquido folicular do ovário de porcas e da urina de éguas prenhas e, também, produzido sinteticamente por hidrogenação de estrona.
Estrogênio: hormônio que estimula o desenvolvimento das características sexuais secundárias femininas e controla o curso do ciclo menstrual. Também é produzido em pequenas quantidades em indivíduos do sexo masculino.
Estufa: equipamento necessário para que ocorra o desenvolvimento dos pré-embriões, por manter a mesma concentração de CO2, umidade e temperatura do interior das trompas uterinas.

F

Fecundação: (mesmo que fertilização) acontece quando um óvulo é fertilizado por um espermatozóide. Normalmente, ocorre dentro da tuba uterina (in vivo), mas também pode ocorrer em laboratório (in vitro). (Veja também Fertilização in vitro).
Fertilidade: estado ou qualidade de ser fértil.
Fertilização: (mesmo que fecundação) acontece quando um óvulo é fertilizado por um espermatozóide. Normalmente, ocorre dentro da tuba uterina (in vivo), mas também pode ocorrer em laboratório (in vitro). (Veja também Fertilização in vitro.)
Fertilização Assistida: o mesmo que Reprodução Assistida.
Fertilização In Vitro (FIV): expressão latina que designa todos os fenômenos biológicos que têm lugar fora dos sistemas vivos, no ambiente controlado de um laboratório. Significa “em vidro”. Foi popularizada em humanos como bebê de proveta. A FIV é o procedimento de técnicas de reprodução assistida mais amplamente utilizado e que, de fato, resolve vários distúrbios da fertilidade, particularmente, problemas de tubas uterinas e deficiências dos espermatozóides.
Fluxo Menstrual: também conhecido como menstruação, é o fenômeno fisiológico do período fértil da mulher, que permite a eliminação periódica do endométrio com o fluxo sanguíneo. A menstruação, geralmente, começa nas jovens a partir dos 12 anos de idade, mas pode iniciar a qualquer momento entre os 8 e 16 anos.
Folicular: referente a folículo.
Folículo: sacos preenchidos por fluidos existentes no ovário, os quais contêm os óvulos liberados na ovulação. A cada mês, um ovo se desenvolve dentro do ovário em um folículo.
FSH: hormônio pituitário que estimula o desenvolvimento folicular e a espermatogênese (desenvolvimento dos espermatozóides). Na mulher, o FSH estimula o crescimento dos folículos ovarianos. No homem, o FSH estimula as células de Sertoli nos testículos e dá suporte à produção de espermatozóides. Níveis elevados de FSH estão associados à insuficiência gonadal tanto em homens quanto em mulheres.

G

Gameta: uma célula reprodutiva. O espermatozóide em homens, o óvulo em mulheres.
Gestação: se refere ao estado resultante da fecundação de um óvulo pelo espermatozóide, depois o desenvolvimento do feto, no útero e, por fim, a expulsão (parto ou nascimento).
Glande: parte final do pênis, também conhecida como “cabeça do pênis”.
Glândulas: são constituídas por tecidos glandulares, capazes de elaborar substâncias químicas que são lançadas diretamente no sangue. Essas substâncias são os hormônios.
Gonadotrofina Coriônica (hCG): hormônio liberado somente na gravidez, mantém o corpo lúteo na produção de progesterona. Também é usado via injeção para desencadear a ovulação após alguns tratamentos de fertilidade, sendo utilizado, ainda, em homens para estimular a criação de testosterona.
Gonadotrofina Hipofisária: ver gonodotrofinas.
Gonadotrofinas: hormônios que controlam a função reprodutiva: hormônio folículo-estimulante (FSH) e hormônio luteinizante (LH).
Gravidez Múltipla: quando a mulher carrega dois ou mais fetos na mesma gestação. Acontece mais frequentemente de forma manipulada. É muito raro ocorrer gravidez múltipla natural com mais de três fetos.

H

Hipófise: glândula responsável pela produção de importantes hormônios, localizada na base do cérebro.
Histeroscopia: exame que permite a visualização direta do interior do útero, com introdução de instrumental e ótica via vaginal, e da imagem por monitor de vídeo. A realização de investigações e diagnósticos é ambulatorial e não requer internação. As Histeroscopias Cirúrgicas são feitas sem incisões ou cortes, em ambiente hospitalar, com internação de, no máximo, 24 horas.
Histerossalpingografia: é um procedimento que utiliza de contraste radiopaco injetado no interior da cavidade uterina. Radiografias são usadas para visualizar o útero e as tubas uterinas para determinar se quaisquer bloqueios estão presentes.
Hormônios: hormona ou hormônio, como é conhecido no Brasil, é uma substância química específica segregada pelo sistema endócrino, que é produzida num órgão ou em determinadas células, e é liberada e transportada diretamente pelo sangue ou por outros fluidos corporais. Sua função é exercer uma ação reguladora (ativadora ou inibidora) em outros órgãos ou regiões do corpo. Em geral, essas substâncias trabalham devagar e agem por muito tempo, para regular o crescimento, o desenvolvimento, a reprodução e as funções de muitos tecidos, bem como os processos metabólicos do organismo. Nas mulheres, por volta dos 40 anos, há uma queda brusca na produção de hormônios, que é chamada de menopausa; nos homens, essa queda denomina-se andropausa. Alguns hormônios mais conhecidos são os que regulam as funções sexuais dos mamíferos (a testosterona e o estrogênio), e aqueles que regulam o nível de glicose no sangue (como a insulina).

I

Implantação: é a inserção do embrião no interior do tecido, de modo que ele possa estabelecer contato com o suprimento de sangue da mãe para sua nutrição. A implantação usualmente ocorre na camada que recobre internamente o útero. Em uma gravidez ectópica, pode ocorrer em outro local do corpo.
Indução da Ovulação: tratamento médico realizado para iniciar a ovulação.
Infertilidade: é a incapacidade de conceber após um ano de relações sexuais não protegidas (seis meses, se a mulher tem mais de 35 anos de idade) ou a incapacidade de manter a gravidez até o termo.
Infertilidade sem causa aparente: quando não é possível chegar a uma conclusão definitiva quanto ao diagnóstico de infertilidade, mesmo após a análise de resultados de todos os exames.
Injeção Intracitoplasmática de Espermatozóide (Intracytoplasmic Sperm Injection, ICSI): uma micromanipulação (ocorre sob microscopia), procedimento em que um único espermatozóide é injetado diretamente no interior do óvulo, para possibilitar a fertilização com contagens de espermatozóides muito baixas ou com espermatozóides não-móveis (espermatozóides que não nadam efetivamente em direção ao óvulo). O embrião é, então, transferido para o útero.
Inseminação Artificial: é o processo de introdução dos espermatozóides diretamente no interior da vagina ou no útero. Geralmente, é indicada para casais com infertilidade masculina, como baixo volume de sêmen, baixa concentração, ou motilidade diminuída dos espermatozóides. Mas a inseminação artificial também pode ser utilizada para tratar casos de infertilidade feminina, como problemas do muco cervical ou fatores imunológicos. É um procedimento relativamente simples e indolor, realizado no consultório médico. Numa técnica denominada inseminação intrauterina (IIU), o médico insere os espermatozóides diretamente no interior do útero, próximo do momento da ovulação. Caso a mulher tenha muco cervical em pequena quantidade ou ausente, esse procedimento aumenta as chances de fertilização. Algumas vezes, mais de uma inseminação é realizada para garantir que se coincida com a ovulação.
Inseminação Intrauterina (IIU): procedimento em que o médico coloca os espermatozóides diretamente no interior do útero, através do colo, com um cateter.

L

Laqueadura Tubária: ligadura cirúrgica das trompas de falópio, que fazem o caminho dos ovários até o útero.
LH: é a proteína reguladora da secreção da progesterona na mulher e controla o amadurecimento dos folículos de Graaf, a ovulação e a iniciação do corpo lúteo. No homem, estimula as células de Leydig a produzir a testosterona (o hormônio responsável pelo aparecimento dos caracteres sexuais secundários do macho e pelo apetite sexual).
Líquido Folicular: líquido do interior dos folículos que possuem várias substâncias necessárias para o crescimento e nutrição do óvulo.
Líquido Seminal: o líquido seminal é o resultado de uma mistura de secreções originadas da próstata, vesículas seminais e glândulas bulboretrais.

M

Masturbação: é o ato da autoestimulação dos órgãos genitais, manualmente ou por meio de objetos, com o objetivo de obter prazer sexual, seguido ou não de orgasmo. O termo foi usado pela primeira vez, pelo médico inglês e fundador da Psicologia Sexual, Dr. Havelock Ellis, em 1898. Foi formado pela junção de duas palavras latinas: manus, que significa “mãos”, e turbari, “esfregar”, com o significado de “esfregar com as mãos”.
Maturação Espermática: é o processo em que os espermatozóides adquirem a capacidade de entrar em contato com o oócito, penetrar em seus revestimentos e fundir com seu núcleo (capacidade de fertilização). Esse processo envolve uma série de trocas moleculares entre os espermatozóides e os fluidos epididimários. Durante a maturação espermática, os espermatozóides também desenvolvem sua capacidade de mobilização (motilidade espermática).
Meio de Cultura: os meios de cultura destinam-se ao cultivo de microorganismos. Esses meios fornecem os princípios nutritivos indispensáveis ao seu crescimento. Entre os principais estão uma fonte de carbono (geralmente açúcar) e energia.
Menstruação: é a descamação do endométrio (membrana que reveste a cavidade do útero), acompanhada de saída de sangue.
MESA (Microsurgical Epididymal Sperm Aspiration): Aspiração Microcirúrgica de Espermatozóide do Epidídimo. Técnica de obtenção de espermatozóides no epidídimo de homens azoospérmicos, em geral por causa obstrutiva, por aspiração microcirúrgica do epidídimo exposto por incisão da bolsa escrotal.
Micromanipulação: uma variedade de técnicas que podem ser realizadas em um laboratório sob microscopia. Um embriologista manipula o ovo e os espermatozóides para aumentar as chances de gravidez. (Veja Injeção Intracitoplasmática de Espermatozóides, ICSI).
Micromanipulador: aparelho utilizado para a realização da Injeção Intracitoplasmática de Espermatozóides, ICSI. (Veja Injeção Intracitoplasmática de Espermatozóides, ICSI).
Mioma: Tumor benigno (não maligno e que não determina risco de vida) de tecido fibroso que pode ocorrer na parede uterina. Pode ser totalmente sem sintomas ou causar padrões menstruais anormais ou infertilidade.
Mobilidade: o mesmo que motilidade.
Morfologia: forma dos espermatozóides em relação às três principais partes analisadas: cabeça, peça intermediária e cauda.
Motilidade: a capacidade dos espermatozóides de nadar. Motilidade deficiente significa que os espermatozóides têm dificuldade para nadar em direção ao ovo.
Muco cervical: secreção eliminada pelo colo uterino por ação do hormônio estrogênio. Normalmente, é espesso, mas se “afina” durante o período de ovulação, o que possibilita a passagem dos espermatozóides da vagina para o útero e sua sobrevivência.

N

Núcleo: parte da célula que possui o DNA.

O

Oócito maduro (metáfase II): óvulo no estágio ideal para ser fertilizado.
Ovário: onde são produzidos os gametas femininos, presente em todos os seres vivos com órgãos diferenciados.
Ovulação: a liberação do óvulo a partir do folículo ovariano.
Óvulo: em biologia, é o gameta feminino ou célula sexual feminina produzida pelos ovários. Após a fecundação, o óvulo passa a se chamar zigoto.

P

Pelve: é composta por uma série de ossos longos (em anfíbios, répteis e aves) ou chatos (em mamíferos) que, geralmente, apresenta os seguintes componentes: sacro, ílio, ísquio e púbis. É nessa estrutura que se inserem os membros inferiores e apóiam-se uma série de músculos ligados ao seu movimento.
Pênis: o pênis ou falo é o órgão sexual dos indivíduos do sexo masculino dos mamíferos, que contém os canais dos aparelhos urinário e genital, que se comunicam com o exterior do corpo. Tem, portanto, uma função dupla: na reprodução e na excreção da urina.
PESA: aspiração percutânea de espermatozóides do epidídimo.
Placenta: é um anexo embrionário existente apenas na classe dos mamíferos, que ocorrem as trocas de nutrientes, oxigênio e gás carbônico entre mãe e filho, e excreta produtos de seu metabolismo. É também um importante órgão endócrino na gravidez, ao produzir diversos hormônios como a progesterona, gonadotrofina coriônica, estrogênio, entre outros.
Pólipo: o termo pólipo destina-se a denominar tumores que se fixam na cavidade uterina e no colo do útero por uma haste ou pedículo. Os pólipos endometriais são proliferações glandulares focais organizadas da camada basal, havendo crescimento excessivo do tecido epitelial, estroma e vasos sanguíneos em quantidades variáveis.
Pré-embrião: resultado da fertilização do oócito pelo espermatozóide.
Prepúcio: tecido de pele que recobre a glande (cabeça do pênis).
Processamento Seminal: técnicas laboratoriais que removem o plasma seminal e procuram isolar espermatozóides móveis, separando-os dos outros constituintes celulares.
Progesterona: o hormônio produzido pelo corpo lúteo durante a segunda metade de um ciclo da mulher. Ele espessa a camada de recobrimento interno do útero a fim de prepará-la para aceitar a implantação de um ovo fertilizado.
Prolactina: é o hormônio que estimula a produção do leite materno nas mulheres. Níveis elevados de prolactina resultam em uma condição conhecida como hiperprolactinemia, que interfere na ovulação. Os testes sanguíneos para determinar se essa é a causa de um problema ovulatório são realizados no início do ciclo.

R

Receptora: paciente que receberá pré-embrião (ões) proveniente (s) de oócitos de doadoras, fertilizados com espermatozóides do seu parceiro.
Reprodução Assistida: ver técnicas de Reprodução Assistida.

S

Salpingite: inflamação das tubas uterinas geralmente causadas por infecção.
Sêmen: o mesmo que esperma. É um líquido esbranquiçado eliminado pela uretra (canal no interior do pênis que também transporta a urina) durante a ejaculação. O sêmen é o resultado de uma mistura de secreções originadas nos testículos, onde se produzem os espermatozóides, com as secreções da próstata, vesículas seminais e glândulas bulboretrais. Normalmente, cada centímetro cúbico de sêmen contém milhões de espermatozóides, embora a maior parte do volume do sêmen seja formada pelas secreções das glândulas do aparelho reprodutor masculino (principalmente próstata e vesículas seminais).
Síndrome dos Ovários Micropolicísticos (SOMP): é uma doença caracterizada pela presença de microcistos ovarianos, encontrados na periferia dos ovários, associada a alterações do ciclo menstrual ou, em alguns casos, a ausência de menstruação. Pode estar associada a aumento de pelos e obesidade e, ocasionalmente, dificultar a gestação.
Sinéquia: o mesmo que aderência. A aderência ou sinéquia intrauterina é a aderência parcial ou total das faces internas da cavidade uterina por lesão do endométrio. Ocorre principalmente após manobras ou procedimentos intracavitários, especialmente curetagens uterinas drásticas ou repetidas, quase sempre após abortamento ou parto.
Sistema imune ou imunológico: é o sistema corporal cuja função primordial consiste em destruir os agentes patogênicos que encontrar; age como um mecanismo de defesa.

T

Técnicas de Reprodução Assistida (Assisted Reproductive Technologies, ART): alguns casais necessitam de procedimentos mais sofisticados, conhecidos como técnicas de reprodução assistida (ART, do inglês), que ajudam a unir o espermatozóide ao óvulo. ART representa uma esperança aos casais que não respondem aos outros tratamentos e envolve as mesmas terapias hormonais utilizadas na indução da ovulação, além de técnicas para aumentar a fertilização do óvulo pelo espermatozóide. Os procedimentos mais comuns de ART são: gonadotrofinas e hCG, transferência embrionária para cavidade uterina, aspiração dos folículos, óvulos aspirados, obstrução tubária e FIV pré-embrião.
TESA (Testicular Sperm Aspiration): Aspiração Testicular do Espermatozóide – técnica de obtenção de espermatozóides no testículo por meio de aspiração percutânea com agulha.
TESE (Testicular Sperm Extraction): técnica de obtenção de espermatozóides por biópsia testicular. Pode ser realizada por via cirúrgica ou percutânea com agulhas de biópsia.
Teste Pós-Coito: exame do muco cervical realizado após a relação sexual e deve ser colhido durante o período ovulatório. Sua finalidade é determinar a qualidade do muco e sua compatibilidade com o espermatozóide.
Testículo: o testículo é a gônada sexual masculina dos animais sexuados que produz as células de fecundação chamadas de espermatozóides (os gametas masculinos). Geralmente, ocorre aos pares e se situam protegidos por uma bolsa, denominada escroto, ou no interior do corpo dos animais (geralmente os répteis ou os marinhos). Também age como glândulas e produz hormônios masculinos. Sua função é homóloga a dos ovários das fêmeas. Nos seres humanos, os testículos são suspensos pelos cordões espermáticos, formados por vasos sanguíneos e linfáticos, nervos, cremaster, epidídimo e canal deferente.
Transferência de Pré-embriões: colocação de um ou mais pré-embriões (fertilizado em laboratório) no interior do útero de uma mulher.
Trompas: atualmente chamadas de tubas uterinas são dois canais extremamente finos que ligam os ovários ao útero das fêmeas de mamíferos. Existem duas, cada uma delas está ligada a um lado do útero e termina perto de um ovário. Não estão diretamente unidas aos ovários, mas abertas na cavidade peritonial (o interior do abdômem). Nos seres humanos têm cerca de 7 cm a 14 cm.
Tubas Uterinas: o mesmo que trompas.

U

Ultrassonografia Transvaginal: exame utilizado no lugar dos raios X para visualizar os órgãos reprodutores; por exemplo, para monitorizar o desenvolvimento folicular.
Útero: é o órgão do sistema reprodutor onde se desenvolve o feto.

V

Vagina: é o órgão sexual feminino dos mamíferos, parte do aparelho reprodutor, e consiste num pequeno canal que se estende do colo do útero à vulva.
Vasectomia: na vasectomia, há ligadura (que quer dizer interrupção, no jargão médico) dos dois ductos deferentes (pequenos ductos que levam os espermatozóides dos epidídimos e testículos até a uretra prostática). Os testículos funcionam normalmente, apenas os espermatozóides produzidos não conseguirão sair pela ejaculação e serão absorvidos. Existe uma confusão comum entre a vasectomia e a castração devido à falta de informação.
Vasectomizados: homens que passaram pela cirurgia de vasectomia.