O desejo da maternidade não tem data e tampouco hora para chegar. Muitas mulheres, desde menina, alimentam a certeza de que serão mães, enquanto outras passarão a vida sem ter essa necessidade.

A estabilidade da relação do casal, o equilíbrio profissional e financeiro, as prioridades de vida, a maturidade e a idade reprodutiva, são fatores determinantes para a decisão de ter um filho ou não. Há mulheres que nunca tiveram o desejo da maternidade, sem apresentar qualquer problema.

Na última década, muitos casais não têm filhos. Segundo dados de 2016 da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), do IBGE, a parcela de lares de casais sem filhos no total de domicílios pulou de 13,5% para 18,8% em dez anos.

A idade reprodutiva ideal da mulher é entre 18 e 35 anos, enquanto o homem tem a sua idade reprodutiva relacionada à produção de sêmen saudável, o que amplia a possibilidade de fecundação para além dos 35 anos.

Após os 35 anos de idade, a gravidez é considerada de risco. A maternidade tardia pode levar a mulher a tentativas frustradas e incapacitantes de gerar um filho, bem como uma probabilidade maior de desenvolver doenças de tireoide, diabetes e hipertensão. O feto também corre maior risco de anormalidades cromossômicas, tal como a síndrome de Down.

Para os casais que desejam ter filhos mais tarde, diminuindo os riscos à saúde da mãe e do bebê, a dica é realizar a preservação de óvulos por meio de congelamento. Chamado de criopreservação de oócitos, tal procedimento não garante a maternidade, mas pode melhorar significativamente as chances de engravidar, assim como diminuir as chances de alterações cromossômicas fetais.