O tabagismo durante a gestação tem implicações que vão além dos prejuízos à saúde materna. Os malefícios sobre a saúde fetal são tantos, que justificam dizermos que o feto é um verdadeiro fumante ativo.

O fumo na gravidez é responsável por 20% dos casos de fetos com baixo peso ao nascer, 8% dos partos prematuros e 5% de todas as mortes perinatais.

“Embora os maiores benefícios para o desenvolvimento fetal ocorram se a cessação do tabagismo se fizer ainda no início da gestação, a interrupção em qualquer momento da gravidez, ou mesmo no pós-natal, tem significativo impacto na saúde da família”, enfatiza o diretor clínico do Centro de Reprodução Humana Fertivitro, Dr. Luiz Eduardo Albuquerque.

Em torno de 27% das crianças americanas são expostas ao tabagismo passivo em suas residências e os custos médicos anuais com os parentes de fumantes são estimados em 4,6 bilhões de dólares. A manutenção da abstinência no decorrer da gestação e no pós-parto tem papel fundamental na prevenção de doenças materno-infantis relacionadas ao tabaco.

O grande ganho à saúde da mãe, do feto e da criança, e a extraordinária motivação materna que a gravidez por si promove justificam a aplicação de esforços especiais para a interrupção do tabagismo na gestação.

Pesquisas recentes provam que o fumo também pode danificar os vasos sanguíneos do bebê. O cigarro também deve ser evitado no período de amamentação, pois a nicotina passa pelo leite e é absorvida pela criança.