Injeção Intracitoplasmática de Espermatozoide (ICSI)

Uma das grandes revoluções da medicina reprodutiva, a ICSI consiste na introdução, através de uma micropipeta acoplada a um microscópio invertido, de um único espermatozoide dentro do óvulo. A técnica auxilia no tratamento de milhares de casais que antes teriam que recorrer a um banco de sêmen, como nos casos de homens que possuem uma quantidade muito baixa de espermatozoides.

A ICSI é voltada para o tratamento da infertilidade masculina severa de maneira eficiente. O procedimento possibilitou o início das pesquisas que tinham como objetivo estudar diretamente os gametas e embriões (Diagnóstico Génetico Pré-Implantacional).

Com o passar do tempo, novas indicações foram surgindo para a ICSI, como a utilização de espermatozoides provenientes do epidídimo e do testículo.

O critério de seleção da técnica a ser utilizada será baseado na história médica pregressa, gestações prévias, saúde geral e habilidade do casal em produzir os gametas necessários para o processo de fertilização.

O programa de fertilização assistida requer uma completa cooperação do casal em todas as suas fases, que compreende, fundamentalmente, seis etapas principais:

1 – Desenvolvimento dos folículos pelo ovário;
2 – Aspiração dos óvulos (Aspiração Folicular);
3 – Coleta do sêmen e processamento seminal;
4 – Inseminação e fertilização dos óvulos;
5 – Desenvolvimento dos pré-embriões;
6 – Transferência dos pré-embriões para o útero.