Inseminação Artificial Intrauterina (IIU)

A inseminação artificial intrauterina é um procedimento simples e pode ser realizado no próprio consultório médico. Consiste em depositar o sêmen, processado em laboratório, dentro da cavidade uterina, por um cateter introduzido no orifício cervical. Essa técnica tem como finalidade aproximar os espermatozoides do óvulo, para excluir obstáculos e facilitar o caminho até a trompa, onde ocorre a fertilização.

O sêmen é composto de líquido seminal e de espermatozoides, que durante a relação sexual são depositados no fundo da vagina. A função do líquido seminal é fornecer energia aos espermatozoides e ajudar a transportá-los até a vagina. Após a relação sexual, o líquido é eliminado e somente os espermatozoides penetram no útero.

O útero, por sua vez, possui uma parte inicial denominada de colo uterino, que faz a ligação da vagina com o útero propriamente dito. O colo uterino produz uma secreção chamada de muco cervical que, na época da ovulação, faz com que os espermatozoides penetrem com maior facilidade no útero. A produção deste muco cervical está sob o controle do hormônio estrogênio e aumenta à medida que se aproxima da ovulação, isto é, quanto mais próximo da ovulação, maior a quantidade e qualidade do muco cervical.

Algumas alterações no sêmen como: volume, número, motilidade e morfologia podem incapacitar os espermatozoides de penetrar e sobreviver no muco cervical. A inseminação intrauterina é um método pelo qual se procura suplantar os obstáculos descritos acima.

As indicações para a inseminação intrauterina são:

- Infertilidade Sem Causa Aparente (ISCA);
- muco cervical hostil;
- endometriose leve;
- fator masculino leve.

As taxas de gravidez após tratamento, por meio da inseminação intrauterina, oscilam entre 15% e 20 % por tentativa. Recomendam-se, no máximo, três repetições. A opção por tratamentos mais conservadores deve sempre ser levada em conta em situações em que exista essa possibilidade.

Em caso de insucesso, o ideal é planejar o início dos tratamentos de maior complexidade como a Fertilização in vitro Convencional ou a ICSI.